O dia em que se escolher era o certo.

Não era outono, não era inverno e nem uma cena de filme, mas soava a uma musica do blink-182, essa musica com certeza não era crash nem miss you, se fosse escolher a dedo talvez fosse um DOWN gritante, que claro, também não foi depois que tudo passou.
 Foi o dia em que desisti; que para informação primordial era calor, calor desgraçado, calor tão grande que se trancar no quarto e chorar as mágoas passadas não era uma opção, também não era uma opção estar entre as cobertas vendo filmes românticos para matar o tempo.E mesmo sabendo, lá no fundo, que enquanto passava essas ideias na cabeça as suas ações contradiziam algo que um dia foi feito para durar, contradiziam quando você não teve sentimento de luto, contradiziam no momento em que foi pedido para você passar da porta para fora... e você foi. Contradiziam quando já existia alguém para não te fazer sentir a solidão, que no fundo, era essa a vontade, te fazer sentir a solidão, no final, é isso que os casais se esperam quando tudo acaba, ou é aquilo que deveria ser.
Mas isso não acontece quando o fim vem aos poucos e já é esperado, Não que esteja esquecendo os suspiros, os abraços esperados e os momentos inesperados, mas: Como é que se pode dar tanto valor a alguém sem ser retribuído nem um pouco, hein?
Ela era louca por ele, ele queria que ela fosse ser louca sozinha... e foi o que aconteceu, foi louca por chocolate, academia, estudos, amigos e por fim esportes radicais. Se encontrou e desencontrou mil vezes, conseguiu também paixões, mas a maior delas permaneceu sendo viver.


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