Não saber ou não sentir nada também.

Um texto sobre não sentir nada e tudo também, fica tudo bem quando vira rima e não segue rumos bons virando amor, saindo da poesia, artisticamente eu não vejo brilho nisso aqui. 
Antes escrever era um desabafo, agora um complemento. Ninguém desaba sem um teto, mas quando se é teto próprio se sustentar é tão difícil... 
Lá fora existem mil e uma pessoas dispostas a ser seu ninho, seu cobertor, seu riso solto... e quase nem duas que são capazes de o faze-lo verdadeiramente.
É que nem tudo que parece verdadeiro aos seus olhos, sustentam os meus... Mas se fosse para escolher um perfume, um abraço, um beijinho... eles teriam nome e sobrenome. 
Por que é que estou a tanto tempo rodeada de amor e ainda assim sinto falta dele? Um cafuné vira um tapa na cara, uma lembrança, bomba programada... É que antigos fracassos insistem em se fixar no lado esquerdo do peito. E com fracassos meu bem... nem três vitórias instantâneas superam. 
Divido segredos mais estranhos, solto riso para disfarçar e recebo um abraço, não convence mas consola... Só que consolos consigo até no mercado livre.
Então, ele ta afim de ser o que meu? Meu consolo, meu amor, mais um na lista, um amorzinho... essa confusão inteira já não dá... Não ser direta, é que tudo é tão mais bonito nas entre-linhas... 
Uma lista inteira de medos rondam e se perdem em um abraço que depois viram ainda mais medos. Me surre com seu amor, me atinja de palavras bonitas, me sufoque de carinho, mas por favor... não me roube em mais falsas ilusões. 

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